Fundação Cidade das Artes

Destaques da Programação

saltimbancos ferias b2b

Teatro

09/01 a 31/01

O currículo de Renato Aragão dispensa apresentações Um dos artistas mais amados e populares de todo o país, fez história na televisão brasileira – com o fenômeno ‘Os Trapalhões’, em que eternizou o personagem Didi, ícone da comédia brasileira – e no cinema, recordista de bilheteria em mais de 50 filmes que marcaram tantas gerações...

Arte e Educação

26/01 a 30/01

A Cidade das Artes vai realizar entre os dias 26 e 30 de janeiro, das 13h30 às 17h30 uma colônia de férias com oficinas criativas mediadas por ferramentas de educação, que conectam a criança com o mundo, estimulando-a à reflexão sobre sua atuação autônoma, potencializando as suas habilidades para o seu agir sustentável sobre um planeta em intensa transformação As atividades serão realizadas em diversos espaços, como a sala de leitura, a praça, a esplanada e a sala multiuso...

Arte e Educação

10/01 a 31/01

Oficinas criativas todos os sábados de Janeiro na Cidade das Artes   PROGRAMAÇÃO GRATUITA    Projeto em parceria com o Grupo Tipiti Mitã Oficinas de educação criativa e que vão explorar todos os espaços da Cidade das Artes nos sábados de janeiro, das 15h às 17h   As vagas são limitadas a 30 crianças por oficina...

Música

20/03 e 21/03

SEXTA EDIÇÃO DO BACK2BLACK CELEBRA OS 450 ANOS DA CIDADE, PROMOVE INTERAÇÃO MUSICAL ENTRE BRASIL E ÁFRICA E DESTACA SONS DA JAMAICA Programação inclui shows de Angelique Kidjo, Linton Kwesi Johnson e Dennis Bovell, Planet Hemp, Damian Marley, Stromae, Velha Guarda da Mangueira e Lenine com Orquestra Rumpilezz, além de tributo a compositores cariocas negros   "A beleza curiosa da música africana é que ela anima mesmo quando nos conta uma história triste Você pode ser pobre, pode ter apenas uma casa desmantelada, pode ter perdido o emprego, mas essa canção lhe dá esperança...

Eventos Recentes

saltimbancos Os Saltimbancos Trapalhões - O Musical 09/01 a 31/01 Teatro O currículo de Renato Aragão dispensa apresentações. Um dos artistas mais amados e populares de todo o país, fez história na televisão brasileira – com o fenômeno ‘Os Trapalhões’, em que eternizou o personagem Didi, ícone da comédia brasileira – e no cinema, recordista de bilheteria em mais de 50 filmes que marcaram tantas gerações. Prestes a completar 80 anos, ele prepara uma nova estreia: pela primeira vez, fará um espetáculo teatral. Renato protagoniza ‘Os Saltimbancos Trapalhões’, novo musical de Charles Möeller & Claudio Botelho, em cartaz a partir de 03 de outubro na Grande Sala da Cidade das Artes, com produção da Möeller & Botelho e patrocínio da Bradesco Seguros. Dedé Santana, eterno companheiro artístico de Renato em todos estes anos, também estará no elenco da superprodução, ao lado de mais 31 atores e orquestra. Assinado por Charles Möeller, o texto da montagem foi inspirado no conto ‘Os Músicos de Bremen’, que também deu origem à peça ‘Os Saltimbancos’, dos italianos Sergio Bardotti e Luis Enríquez, e ao filme ‘Os Saltimbancos Trapalhões’ (1981), da RA Produções. Chico Buarque foi o responsável por todas as letras das canções e criou clássicos como ‘Piruetas’, ‘História de Uma Gata’ e ‘Hollywood’, que naturalmente fazem parte desta versão para o teatro. ‘Partimos da história original e inserimos novos personagens e situações. Renato nos deixou muito à vontade para criar. A ideia é fazer uma festa em grande estilo para seus 80 anos e esta estreia no teatro, além de celebrar também os 70 anos de Chico Buarque. É um momento muito especial’, avalia Claudio Botelho. ‘Eu nunca fiz teatro na minha vida, pisar no palco é uma novidade, mas fiquei muito tranquilo por estar com Charles e Claudio’, conta Renato, que terá, em cena, a companhia de Roberto Guilherme e Tadeu Mello, seus antigos parceiros na televisão, da filha Lívian Aragão e de experientes nomes do teatro musical, além de uma série de acrobatas e artistas de circo. A equipe criativa traz a marca da Möeller & Botelho, com arranjos e regência do maestro Marcelo Castro, cenários de Rogério Falcão, iluminação de Paulo Cesar Medeiros, coreografias de Alonso Barros e coordenação artística de Tina Salles. A figurinista Luciana Buarque (‘Meu Pedacinho de Chão’) integra o time criativo M&B pela primeira vez. No palco, o foco é na história de Didi e Dedé, dois funcionários humildes que se tornam a grande atração de um circo por conta da incrível capacidade de fazer o público rir. O sucesso desperta a ira do Barão (Roberto Guilherme), dono do circo, e do mágico Assis Satã (Nicola Lama), que passam a persegui-los. Personagens como a vilã Tigrana (Adriana Garambone) e a mocinha Karina (Gisele Prattes) ajudam a criar ainda mais confusões. ‘’Os Saltimbancos Trapalhões’ será um espetáculo para toda a família, assim como fizemos nas montagens de ‘O Mágico de Oz’ e ‘A Noviça Rebelde’ e como o Renato fez a vida inteira na televisão e no cinema’, comenta Charles Möeller.    Uma nova adaptação   Para Charles, o grande desafio foi recontar a história com uma estrutura de teatro musical, em que as canções apareçam de forma orgânica e os números surpreendam pela inventividade cênica e coreográfica. Além dos atores, estarão em cena dez artistas de circo selecionados em disputada audição, entre acrobatas, malabaristas, contorcionistas e trapezistas. ‘Eles estão acostumados a se apresentar em picadeiros, em arenas, e agora se adaptaram ao palco italiano e à contracena com os outros atores e bailarinos, que, na via inversa, precisaram desenvolver as habilidades circenses’, conta Charles.   O diretor ressalta que o espetáculo é também uma grande homenagem à profissão de artista, ao valorizar o caráter artesanal do ofício e, principalmente, ao sublinhar o aspecto singelo e mambembe do circo. O cenário, de Rogerio Falcão, foi todo pintado manualmente e não tem recursos tecnológicos, enquanto os figurinos, de Luciana Buarque, misturam referências de diversas nacionalidades e culturas, típico do universo retratado.  O circo que aparece em cena é decadente, mas acaba de reencontrar o sucesso com o musical que Didi e Dedé montam por lá.   ‘Na adaptação, Didi encontra o conto dos Irmãos Grimm (‘Os Músicos de Bremen’) dentro de uma garrafa, resolve encená-lo como um musical e vira um fenômeno popular’, resume Charles, que trabalha com canções de Chico Buarque pela sexta vez, depois dos sucessos ‘Na Bagunça do Teu Coração’ (1997), ‘Suburbano Coração’ (2002), ‘Ópera do Malandro’ (2003), ‘Ópera do Malandro em Concerto’ (2006) e ‘Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos’ (2014). [+] saiba mais ferias Explorando a Cidade das Artes nas Férias 10/01 a 31/01 Arte e Educação Oficinas criativas todos os sábados de Janeiro na Cidade das Artes   PROGRAMAÇÃO GRATUITA    Projeto em parceria com o Grupo Tipiti Mitã Oficinas de educação criativa e que vão explorar todos os espaços da Cidade das Artes nos sábados de janeiro, das 15h às 17h.  As vagas são limitadas a 30 crianças por oficina. Inscrições pelo telefone 3325-0448, com Geane, Norma ou Lauren.   Oficina - Mini Chef - Receita da vovó No dia 10 de janeiro as crianças irão fazer seu próprio lanche mediado por contação de histórias da vovó!   Indicação etária: a partir dos 4 anos. Oficina - Ateliê Mitã As crianças serão convidadas a explorar a Cidade das Artes no dia 17 em um exercício de sensibilização para o olhar, observar como as obras de arte dialogam com a arquitetura do local.  Indicação etária: a partir dos 4 anos. Oficina - O mundo é sonoro No dia 24, as crianças irão explorar a sonoridade dos objetos do nosso cotidiano nos ambientes acústicos da Cidade das Artes. A ideia é criar instrumentos musicais com aplicação de material reciclado e a utilização do próprio corpo.  Indicação etária: a partir dos 4 anos. Oficina - Mexer o esqueleto com palhaçada Dia 31 é dia de apresentar o espaço do teatro por trás das coxias, e propor jogos lúdicos que tragam noções da criação do personagem palhaço, com exercícios corporais, maquiagem e um pocket show Clown.  Indicação etária: a partir dos 4 anos. [+] saiba mais feira das yabás Feira das Yabás 01/02 Música A tradicional Feira das Yabás sai de Oswaldo Cruz, na Zona Norte, e aterrissa novamente na Cidade das Artes, para mais uma edição. Com realização da Globo, o evento conta com a participação de mais de 16 barracas das Yabás com pratos típicos de origem africana, como bobó de camaraão, tripa lombeira e feijoada, além de petiscos de dar água na boca. E ainda uma programação musical especial: Marquinhos de Oswaldo Cruz se apresenta no domingo a partir das 15h30 e às 19h com convidado especial Dudu Nobre.   [+] saiba mais zoobloco Matinê de Carnaval com o Zoobloco 07/02 Arte e Educação Para entrar no clima do carnaval a Cidade das Artes irá apresentar uma matinê com o Zoobloco para as crianças de todas as idades. No repertório apenas músicas que têm animais como tema, de infantis, como Arca de Noé e Saltimbancos,  Titãs e Secos e Molhados, passando por canções tradicionais do nosso folclore. Prepare uma fantasia de bicho e venha porque o Zoobloco é animal! [+] saiba mais Rio2 Exibição do filme “Rio 2” 21/02 Arte e Educação Em Rio 2, Blu, Jade, e seus três filhos, deixam a cidade maravilhosa para se aventurar em uma viagem à Amazônia, para uma reunião de família. Fora de casa, em um lugar desconhecido, Blu terá que enfrentar seus maiores medos enquanto procura escapar do plano de vingança de Nigel.   [+] saiba mais tom jobim Oficinas de Painéis de Pano - Homenagem a Tom Jobim 28/02 Arte e Educação A Oficina Retratando Jobim - Painéis em tecidos, foi criada para homenagear o compositor carioca Tom Jobim no ano em que se comemora 450 anos de fundação do Rio de janeiro. Antônio Carlos Brasileiro Jobim nasceu no bairro da Tijuca, em 1927. Ainda criança, foi morar em Copacabana e depois em Ipanema, bairros que permearam suas composições. Na abertura da Oficina acontece a performance “Um sabiá me contou” inspirada em pensamentos, frases e  músicas do compositor carioca interpretada pela atriz Beth Araújo, com objetivo de despertar na criança conhecimento sobre a obra musical de Tom Jobim e contribuir na criação dos painéis pelos participantes do evento, utilizando tecido, cola, tinta, entre outros materiais. Servindo ao mesmo tempo de estímulo a uma ação criativa, eles retratam a beleza da poética musical de Tom Jobim, um carioca de coração. [+] saiba mais tom Homenagem a Tom Jobim com David Ganc e Quarteto Guerra Peixe 28/02 Arte e Educação DAVID GANC & QUARTETO GUERRA-PEIXE INTERPRETAM TOM JOBIM Idealizado pelo flautista e saxofonista DAVID GANC, este CD/CONCERTO indicado para o Prémio Tim 2005 na categoria Melhor Grupo Instrumental, homenageia nosso maior compositor de música popular, Antonio Carlos Jobim. Com arranjos originais escritos por Ganc para a Flauta ou Sax como solista e a tradicional formação erudita do Quarteto de Cordas (1º Violino, 2º Violino, Viola e Violoncelo) que será executado pelo renomado Quarteto Guerra-Peixe, mais a percussão de Mingo Araújo, fundindo a sonoridade erudita com o balanço da música popular. Ao longo desses anos o grupo vem realizando concertos em diversas cidades brasileiras e no exterior também, levando uma nova interpretação à música de Tom Jobim. Distribuição de senhas 1 hora antes do evento [+] saiba mais b2b BACK2BLACK 20/03 a 21/03 Música SEXTA EDIÇÃO DO BACK2BLACK CELEBRA OS 450 ANOS DA CIDADE, PROMOVE INTERAÇÃO MUSICAL ENTRE BRASIL E ÁFRICA E DESTACA SONS DA JAMAICA Programação inclui shows de Angelique Kidjo, Linton Kwesi Johnson e Dennis Bovell, Planet Hemp, Damian Marley, Stromae, Velha Guarda da Mangueira e Lenine com Orquestra Rumpilezz, além de tributo a compositores cariocas negros   "A beleza curiosa da música africana é que ela anima mesmo quando nos conta uma história triste. Você pode ser pobre, pode ter apenas uma casa desmantelada, pode ter perdido o emprego, mas essa canção lhe dá esperança. A música africana é sempre sobre as aspirações do povo africano". O pensamento do líder pacifista Nelson Mandela (1918 – 2013) sintetiza a força ancestral dos sons da África, ritmos que serão repostos em evidência na sexta edição carioca do Back2Black, programada para os dias 20 e 21 de março, na Cidade das Artes (RJ), e cujos ingressos estarão à venda para o público já a partir desta sexta, 23 de janeiro. O preços variam de 50 a 200 reais (combo para os dois dias).   Além de artistas em ascensão e nomes emblemáticos da diversificada cena musical africana, a programação deste ano trará para o holofote a música da Jamaica e celebrará os 450 anos do Rio de Janeiro, cidade que abriga o festival desde que ele foi criado, em 2009, por Connie Lopes.   Serão 14 shows distribuídos entre os dois palcos instalados no andar térreo da Cidade das Artes. No Palco Rio, o maior deles, se apresentarão apenas os nomes consagrados, enquanto o Palco Cidade será dedicado a encontros entre artistas novos e veteranos. A intenção é intercalar as apresentações entre ambos os espaços para que o público possa assistir à maioria dos shows do festival.   “O Back2Black é o primeiro festival de música e cultura negras surgido no Brasil e que ergueu essa ponte entre nosso país e a África. A partir do Back2Black, abriram-se diálogos para a exposição e propagação da cultura africana contemporânea. Trata-se de um festival de caráter primordialmente cultural, e não comercial”, enfatiza Connie Lopes, diretora geral.   Do Benim, o Back2Black traz a politizada cantora e compositora Angelique Kidjo. De Angola vêm Aline Frazão e Toty Sa’Med, jovens talentos que vão dividir o palco com a carioca Natasha Llerena, numa amostra de como as músicas de Brasil e África se alimentam mutuamente uma da outra.   Da Jamaica, país que preserva tantas afinidades musicais com a África e o Brasil, o festival importa Damian Marley – filho e discípulo do legado de Bob Marley (1945 – 1981), o “rei do reggae” – e Linton Kwesi Johnson, celebrado poeta do dub. Damian nunca fez show no Rio de Janeiro. Já Linton,  que vai dividir o palco com seu habitual colaborador Dennis Bovell (guitarrista e baixista de reggae e dub oriundo de Barbados), é atração inédita em palcos brasileiros.   Coerente com seu conceito visionário, o Back2Black vai ainda apresentar outro nome de ponta no cenário internacional que nunca fez shows no Brasil: o cantor e compositor belga Paul Van Haver, mais conhecido pelo nome artístico de Stromae (ou maestro, lido ao contrário). Sucesso na Europa a partir dos anos 2010, o músico faz um som eletrônico marcadamente influenciado pela cultura do hip hop e pela música latina. Ele canta em francês e está em franca ascensão nos Estados Unidos (em outubro de 2015, deve fazer show solo para 18 mil pessoas no Madison Square Garden, em NY). Sua primeira apresentação brasileira promete atrair para o festival um público essencialmente jovem. “É um nome quente”, sintetiza Connie Lopes.   Antes dos shows, o Teatro de Câmara vai ser palco de conferências sobre a cultura e a música negra, organizadas pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa. E também da exibição de filmes. Estão programados um documentário sobre o kuduro  e um outro sobre a marrabenta, estilos de música-dança típicos de Angola e Moçambique, respectivamente. Para integrar os shows de música com a programação das palestras e filmes, o festival agendou a apresentação de grupos dos dois estilos nos palcos do andar térreo. O de marrabenta terá no comando os músicos Mingas e Moreira Chonguiça.   Ainda dentro de sua incursão pela música negra de raiz, o Back2Black abre a roda para o samba da Velha Guarda da Mangueira, grupo de sambistas veteranos da tradicional escola verde-e-rosa. “Já que o festival homenageia os 450 anos do Rio de Janeiro, não podia faltar na programação o show de uma Velha Guarda do samba da cidade”, justifica Connie.   A música carioca também está contemplada na programação da sexta edição do B2B. O recentemente reativado grupo carioca Planet Hemp reabre sua agenda de shows para uma apresentação no festival. Vai ser um espetáculo calcado no ainda inédito DVD O ritmo e a raiva, registro da turnê que percorreu o Brasil entre 2012 e 2013, com ingressos invariavelmente esgotados.   Um show-tributo aos compositores negros cariocas, sob o comando do diretor musical Alexandre Kassin e com a participação de diversos artistas, deve incorporar uma homenagem póstuma a Lincoln Olivetti, o maestro, músico e arranjador fluminense que faleceu em 13 de janeiro deste ano. Olivetti tinha acertado com a organização do festival a criação dos arranjos desse tributo. Com sua precoce saída de cena, a celebração automaticamente adquire também um caráter de justa homenagem a esse músico que deu tom tecnopop à MPB nos anos 1980, formatando a música do Brasil com timbres e pegadas de grupos de música negra dos Estados Unidos.   Direcionada sobretudo para o público jovem, a programação da sexta edição brasileira do festival Back2Black abriga também nomes emergentes na cena de hip hop do país, como os rappers Duguettu e Carol Conká – naturais do Rio de Janeiro e de Curitiba, respectivamente. Nome artístico de Marcelo Ferreira da Silva, Dughettu é um rapper ativista, engajado em causas negras, que acaba de gravar seu disco. Já Conká vem ganhando projeção desde 2012. A artista mixa a batida do rap com o pancadão do funk carioca.   Desse universo do funk carioca, ritmo que dá o tom e dita modas e costumes nas comunidades do Rio, surgiu o Dream Team do Passinho, grupo que vai ocupar o Palco Cidade na mesma noite que Dughettu e Karol Conká, reiterando a abertura do festival Back2Black para as últimas tendências da cultura negra do Brasil e do mundo. Passinho é uma modalidade de funk que se desenvolveu recentemente nas comunidades cariocas, com sua música sempre aliada à dança, e quem assume os microfones do Dream Team é geralmente Alessandra Aires Landin, a Lellêzinha. Ela e seus companheiros de grupo vão se juntar em cena com os bailarinos de kuduro vindos de Angola, numa autêntica miscigenação de duas danças e músicas de rua.   Da Bahia, mas com sons que ecoam a influência perene da música da mãe África, vem a Orquestra Rumpilezz, que sopra inventividade com seu imponente jazz de tom afro-baiano e se tornou uma das melhores novidades da música brasileira nos últimos anos. Comandada pelo maestro Letieres Leite, a orquestra vai se apresentar no festival com Lenine, cantor e compositor de Pernambuco que se radicou no Rio de Janeiro desde os anos 1980. Esse encontro aconteceu anteriormente apenas em Salvador (BA), mas agora vai poder ser visto também pelos cariocas.   A música dá o tom do Back2Black, mas o evento sempre primou por montar amplo painel da cultura negra em todas suas manifestações artísticas. O que inclui a identidade visual do festival, cuja direção de arte deste ano foi confiada à consagrada cenógrafa Daniela Thomas. Animações e projeções em vídeo, orquestradas por Jodele Larcher, também vão contribuir para a ambientação do evento em atmosfera afro-moderna. Rico Lins assina o design.   Em cena desde 2009, ano de sua histórica primeira edição, o festival Back2Black já trouxe ao Brasil artistas como Youssou N’Dour (em 2009, em incendiário show com Gilberto Gil), Erykah Badu (2010), Toumani Diabaté (2010), Seun Kuti (2010), Chaka Kan (2011), Macy Gray (2011), Asa (2011), Aloe Blacc (2011), Lauryn Hill (2012), Missy Elliott (2012), Mayra Andrade (2013), Blind Boys of Alabama (2013), Bobby Womak (2013) e Buika (2013), entre muitos outros nomes. Sem falar no dream team nacional, formado pelos principais artistas brasileiros engajados com a cultura e a música negra. Ao todo, contabilizando as cinco edições cariocas e uma edição inglesa (realizada em Londres, em 2012), 112 artistas se apresentaram no festival, vindos de cerca de 30 países (somente a África esteve representada por 16 países), e 45 palestrantes promoveram discussões sobre a cultura negra. Cerca de 120 horas de shows traduziram em música o que foi abordado nas conferências.   Unidos e identificados com o lema “todos somos um”, organizadores e artistas do festival Back2Black sempre propagaram as formas mais nobres da cultura negra, com justa e especial ênfase nos sons oriundos da luminosa matriz africana, de onde advém uma música que, como sentenciou Mandela, nos anima com sua beleza curiosa.   [+] saiba mais